Hotelaria: Indústria, Comércio ou Serviços?

O Professor Alonso Blanco concordava que a hotelaria brasileira convive como se estivesse em uma encruzilhada com três direções e todos os sentidos:


Os empresários que operam seus hotéis, acreditam estar em uma “Indústria”, os trabalhadores os hotéis afirmam que trabalham em um “Comércio” e os hóspedes têm certeza que recebem um “Serviço”.


E ele perguntava: “então, o que o hotel vende?


Nas  nossas “conversas de balcão”, às vezes divergíamos sobre essa três palavras simples que significam transformar, vender e usar. Sempre convergíamos para a fórmula correta da embalagem, do despacho e da melhor maneira de criar as condições que o usuário, no caso o hóspede, tirasse o maior e melhor proveito. As comparações chegaram a uma geladeira, que o freguês compra na loja e ao chegar em casa, liga-a na tomada errada e queima logo na largada. O desastre aconteceu por descuido do cliente ou porque o vendedor não foi enfático o suficiente para informá-lo a voltagem correta?


Em um tempo remoto, na antiga rota da seda, nos Caravançarai, tetra-avós dos hotéis atuais, havia um sujeito que corria as longas estradas em pôneis velozes para avisar aos viajantes que em determinadas localidades havia lugar para descansar, tratar a saúde, alimentar os animais e negociar mercadorias com todo o conforto e segurança. Havia um tratado entre os povos que o primeiro pernoite era por conta do governo e os demais seriam pagos em animais ou em tecidos. Na porta dos Estabelecimentos havia um profissional que dava as boas vindas e as instruções aos caravanistas sobre as leis da tribo local, como utilizar as instalações e como deveriam se comportar em termos de silêncio, horários e tributos. 


Depois de 8,5 mil anos solares, mudaram-se os formatos de construir, mas, não mudaram os métodos de propagandear e receber. Nem mudaram as finalidades e os profissionais continuam os mesmos, mudou o jeito, a ciência e a técnica de vender e pagar, mas sempre teve a mesma finalidade: hospedar. Hotel hoje em dia é lugar de descanso, reparo, lazer e negócios.


Com a evolução da ciência, da tecnologia e dos costumes, não basta mais colocar uma grande placa na estrada de acesso ou visitar os templos, escritórios e fábricas para apresentar o hotel. É preciso contextualizar como se embala o “serviço”, como se despacha a “possibilidade” e como se explica o “experimento”. 


É nesse contexto que se debate os modos, métodos e práticas de vender dentro do universo hoteleiro, onde cada lugar promete uma experiência diferente ou uma oportunidade mais abrangente. E também é com a intenção de descobrir que a hotelaria atual não produzirá riqueza vendendo hospedagem da mesma forma que vendiam pernoites nos tempos da Rota da Seda, que o Alfa Hospitality Day vai apresentar um novo canal de distribuição, onde as pessoas são tão importantes quanto os instrumentos de vendas, tantos os virtuais, como os espaciais.


Claudio Cordeiro é um especialista em hotelaria, oriundo do segmento de tecnologia, segue a tendencia do mercado de criar marcas especialisadissimas em colocar o produto da experienciologia na prateleira do turismo. Depois de muito tempo trabalhando para marcas TOP conhecidas na hotelaria, ele se associou a outros parceiros do mercado para apresentar uma solução que poderá mudar a realidade do futuro dos hotéis em termos de expansão de área abrangida, ocupação e rentabilidade.


Estivesse aqui, o Professor Alonso daria um solfejo mais profundo no seu copo Stanley da cerveja e diria que as mudanças de paradigmas poderão mudar também o desenho do mapa do mercado hoteleiro com idéias como as que serão apresentadas por Claudio Cordeiro, da W Tecnologia Hoteleira, no próximo dia 6 de novembro de 2025 em Gramado.

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