Novos protocolos – desafios da hospitalidade

8 palmos de terra sobre o caixão das regras antigas.

  1. Robôs 
  2. Smartphones 
  3. Wi-Fi 
  4. Água em garrafa
  5. E-mails 
  6. Chaves
  7. Rede Social 
  8. Mensageiros real-times

Enquanto curtimos o “velório das regras antigas”, vamos ver como isso dar-se-á. 


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Robôs:

Atualmente, perguntar para o interlocutor em um telefonema ou em troca de mensagens escritas ou faladas, se ele é um ser humano ou robô, não é ofensivo. E no futuro, tanto pessoalmente como por vídeo-chamada, os robôs terão formas humanas e até para o contato presencial será preciso um “protocolo” para se saber “com quem está falando”. O nível de detalhe chegou ao ponto de o robô aquecer a própria mão até a mesma temperatura do humano que será cumprimentado, para transmitir mesmo calor humano (ou seria calor robótico?).


Smartphones:

O smartphone não é um telefone. Ele é uma máquina que faz as vezes de relógio, despertador, máquina fotográfica, monitor de saúde, trena, editor de texto, calculadoras, televisor, rádio, prancha de desenho, bloco de rascunho e outras funções que se queira introduzir em sua memória e processador, pois, capacidades eles têm e se faltar, eles se conectam às nuvens e processam sem a interferência humana para isso.


WI-FI

Praticamente todos os ambientes de trabalho, lazer e convívio, estão cobertos por sinais de alcance local e para se conectar, na maioria dos casos é necessário uma “autorização”, que pode ser auto-instrutiva ou com ajuda humana ou robótica. Portanto, perguntar qual a rede e qual a senha, não é mais falta de educação e pode satisfazer alguns ambientes, em outros, podem ocorrer até mesmo teste de habilidade para se determinar se a conexão é uma “humano-máquina” ou uma IoT – internet das coisas na sigla da língua inglesa.


Copo ou garrafa?

Da mesma forma que o mundo ficou mais prático, a profusão e difusão das garrafas de água com volumes que vão de 200 até 600 ml, fez com que o hábito de servir água em copos perdesse a utilidade e praticidade. Por uma das causas ser o meio ambiente: já que não deu ainda para se livrar do plástico, vamos nos livrar de lavar copos com água tratada que compramos a preço de champanhe francesa. 


Para quem acha que isso pode estar reduzindo a elegância de um determinado evento, existem garrafas com design sofisticado, inclusive alguma com assinaturas famosas, determinando que a grife que sinaliza a elegância, pode estar ao alcance da mão e destinado à lixeira, sem a necessidade de intermediação.


E-mails:

As correspondências se transformaram de uma maneira avassaladora, saindo do Ofício, passando pelo memorando e chegando ao correio eletrônico sem pedir autorização para os livros ou para os manuais. Atualmente, mensagens de texto, voz e imagens são aceitas como documento, eliminando assinaturas em forma de rabiscos, substituídas por códigos com certificação digital.


Da mesma forma que o recepcionista programa um cartão de plástico e chama de “chave” do apartamento ou de acesso a um determinado ambiente como restaurantes self-service, teatro e estádio, antes de se perceber que não existirá mais a figura nefanda da “chave”, o reconhecimento das impressões digitais foi substituído por medição do pulso e acabou de se transformar em corriqueiro o reconhecimento facial, quando seus olhos, as maçãs do seu rosto e sua testa, substituíram tudo que havia antes, inclusive aquela papelada tipo RG, CPF e passaporte. Tudo ao arrepio das leis atávicas que esqueceram de se atualizar.


Meio & Mensagem:

A rede social acabou com palavras tipo “privacidade”, “temporalidade” e “fonte” de informação. Como previu Marshal McLuhan, o meio ficou mais importante que a mensagem e cada um que se vire para selecionar, filtrar e hierarquizar o que está chegando, o que pode ser verdade absoluta, verdade relativa ou sofisma simplesmente.


Pra já:

Os mensageiros tipo WhatsApp, WeChat e Telegram, acabaram com o agendamento e fez com que não houvesse mais paciência de esperar o fim da reunião, a saída do banho ou o despertar as 7 da manhã. As respostas precisam ser na hora, são registrados seus movimentos de leitura e prontidão, provocando o fim da famosa frase “não recebi“, fazendo com que os rituais de reuniões e conclaves deixem de ter o mesmo modus-operandi de antigamente (antigamente pode ter sido semana passada).


Por isso, aquelas balelas de “desligue o celular”, “preste atenção”, “só no intervalo”, não servirão para ajudar líderes e palestrantes, muito pelo contrário, darão o padrão de importância e o nível de ocupabilidade do participante e a importância do assunto que estará sendo debatido. 


Prender a atenção de alguém será uma tarefa quase impossível.


Gráf:

No futuro, a “Geração Gráf” – aquela não sabe o que é tecla, ponteiro, chave e volante – vai tentar rolar a palestra com o dedo, e tentar voltar a sua fala uns 20 segundos ou uma 300 quadros, esquecendo-se que ela está acontecendo ao vivo, à cores a à carne.

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