O Turismo em 2025 e seus gargalos
O gráfico da chagada dos turistas nos últimos 20 anos tem subidas constantes, porém, medíocres. E a explicação por essa evolução quase linear é a falta de atenção ao turismo como economia. Boa parte dos profissionais do turismo o consideram uma quase ciência social e isso turbou a compreensão de sua importância como rubrica de valor para a formação do produto interno bruto. Por ser um país composto por uma miscelânea de culturas e ter uma gestão empresarial medieval extrativista, o estamento governante, advindo e controlado por esse segmento da sociedade, não visualiza valor na rubrica “serviços” e só vê valor econômico no que se extrai da natureza, como minérios, grãos e animais. Apesar de viver em uma fase de desenvolvimento comparada ao pós-neolítico, a evolução do turismo nos últimos 20 anos deve ser comemorada.
Quem matou a charada?
O turismo estrangeiro, como conta nacional, representa entrada de divisas e geração de riqueza na cadeia produtiva, que emprega 5% da PEA e gera a maior mobilidade social em termos de investimento em pessoas e na infraestrutura, com um emprego no turismo custando um quinto do mesmo emprego gerado na indústria.
Residentes no Brasil
Enquanto isso, em 2025, o turismo interno deverá movimentar 100 milhões de brasileiros viajando entre os estados, alimentando uma cadeia que se ocupa com o mesmo afinco para tender um volume 15 vezes maior que a entrada de estrangeiros. O turismo interno do Brasil gera divisas para os estados e tem crescido em escala vetorial, mesmo que a infraestrutura de aeroportos, aviões, estradas, segurança e comunicação, deixe a desejar para esse movimento. Hotelaria, Alimentação fora do lar, Eventos e Parques Temáticos, têm crescido de forma exponencial em muitos lugares, mesmo que os valores dos transportes desestimulem parte dos viajantes. Mesmo assim, os recordes têm sido anuais.
Indicadores
O país tem território um pouco maior que toda a Europa e isso promove um ritual de viagens que, por serem contabilizados na mesma moeda, não gera divisas nacionais e é pouco cuidado e notado pelo governo federal, mas, é de suma importância para a economia nacional e fundamental para as economias regionais, na geração de desenvolvimento cultural, emprego e renda.
A barreira da língua:
Menos de 10% dos brasileiros falam uma segunda língua, mesmo que o espanhol seja entendido com facilidade e o inglês de forma sofrível, será preciso investir nestes quesitos. Da mesma firma, caso o país tenha pretensões de longo prazo no turismo, será necessário desenvolver tecnologia e treinar pessoas com agilidade em softwares que traduzam com eficiência as línguas da China e de Bharat.
Série histórica de chegadas de turistas internacionais ao Brasil depois da criação do Ministério do Turismo
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Ano |
Turista x 1000 |
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2003 |
4.133 |
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2004 |
4.794. (efetivação do MTur) |
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2005 |
5.358 |
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2006 |
5.019 |
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2007 |
5.026 |
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2008 |
5.050 |
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2009 |
4,802 (sub-prime crisis) |
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2010 |
5,161 |
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2011 |
5,433 |
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2012 |
5,677 |
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2013 |
5,813 |
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2014 |
6,430 (FIFA World Cup) |
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2015 |
6,306 |
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2016 |
6,578 |
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2017 |
6,589 |
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2018 |
6,621 |
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2019 |
6,353 |
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2020 |
0,751 (Corona Virus) |
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2021 |
2.901 (Corona Virus) |
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2022 |
3.600 (Corona Virus) |
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2023 |
5.900 |
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2024 |
6.774 |

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