Turismo Taxado

Mas, como seria a taxação do turismo se ela existisse?

Não se sabe, mas, no passado já ocorreu situações que podem dar uma luz como isso seria feito: em 1981/82, Mário Henrique Simonsen criou um depósito compulsório para que viajava ao exterior e com a finalidade de reduzir a evasão de divisas. Deu errado e ele perdeu o emprego.

Depois disso, os brasileiros passaram a viajar de uma forma que o número de viagens não estava atrelado ao crescimento ou perdas do PIB e sim, às melhorias do processo de educação e cultura, pois, os com melhores condições financeiras, desenvolveram novas formas de aproveitar suas rendas através de viagens de lazer e aprendizado, uma fórmula já muito antiga dos povos mais ricos, como japoneses, alemães e ingleses. 

Nos últimos 3 anos, o déficit da balança do turismo ultrapassou a estratosféricos 100% na balança das entradas e saídas.

Ano

Gastou em Bi de U$D

Ganhou em Bi de U$D

Déficit em Bi de U$D

2024

14,8

7,1

7,7

2023

14,5

6,9

7,6

2022

12,18

4,5

7,68



Total:

22,98

Isso representou uma evasão de divisas de mais de 22 bilhões de dólares, ou, duas vezes o propalado rombo do orçamento que provoca tanta discussão desde as reuniões ministeriais até aos debates de botecos físicos e virtuais.

Como o turismo não entrou na moda de taxação, os viajantes aguardam apenas que os valores dos insumos que permitem o turismo não sejam afetados de forma a fazer disparar custos de hotel, transportes, alimentação e ingressos.

O déficit no turismo faz parte da cultura nacional do brasil e nenhum governante pensa em mexer nele, talvez por ter uma memória cognitiva de que atacar por ali, provoca a perda de emprego do propositor.O governo americano balançou com a prática de cobrar um valor muito significativo para a concessão de vistos para turistas entrar nos territórios dos USA. 

Isso sinaliza que as taxas chegaram ao turismo.

Como o governo brasileiro não tem demonstrado intenção de tomar medidas recíprocas, o déficit do turismo representado pro brasileiros viajando para fora do país, está “garantido”.

Mais de 4 mil produtos brasileiros foram taxados pelos USA para entrarem naquele território. Ficou de fora os serviços e o turismo, passando a impressão que taxas é direcionada a commodities e produtos industrializados. A justificativa de quem taxa é que isso vai reduzir o déficit na balança comercial e ajustar parte do caixa entre os dois territórios, os taxados reclamam por perder um grande volume de dinheiro. Ao fim e ao cabo, a taxa deve afetar o PIB do Brasil em mais de 0,3% e nao deverá alterar o déficit americano, pois, o volume entre os dois países, mesmo significativo, representa pouco no conjunto do deficit de caixa dos americanos do norte.

Não se lê nas manchetes nem nas entrelinhas, qualquer referência a taxar o movimento de viagens e turismo. Ainda bem.

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