Diária de hotel não existe
O que existe é o PERNOITE ou o PERÍODO
PERNOITE
Essa métrica serve para determinar o uso por uma noite, podendo a entrada dar-se antes do anoitecer, em horários flexíveis entre 12 e 18 horas, dependendo da disponibilidade no que concerne a higienização e arrumação e reposição de suprimentos, com a saída também em horários flexíveis, sempre antes das 12 horas, dependendo do regime de trabalho adotado por cada estabelecimento, dentro dos preceitos da lei de liberdade econômica.
PERÍODO
Os americanos e euroasíaticos, usam Room Night para hotéis urbanos e Period para hotéis localizados estações de embarque e desembarques, em Centros de Eventos e em Atrativos Naturais ou Artificiais.
A pratica dessa métrica é comum em localidades próximas de portos, aeroportos e estações de trens. Tambem são frequentemente aplicados em atrativos como parques temáticos e de diversões outdoor, que são afetados por variações de clima como chuva, vento e nevoeiro. Também são praticadas em hotéis nas proximidades de acidentes geográficos como vulcões (Kilauwea no Hawai, Etna na Italia, Vilarrica no Chile…), cânions como o Grand Canyon no Arizona e o Cânion do Colca no Peru) e Parques Nacionais, como o Yelowstone no estado de Wyoming, Yosemite na Califórnia, Cinque Terre na Itália e Teide na Espanha.
No Brasil a prática do PERÍODO é aplicada em aeroportos e portos, porém, ainda não é usual em atrativos que podem ser prejudicados por interferência do clima, como o Cristo Redentor e o Pão de Açúcar no Rio de Janeiro, o que justificaria hospedagens por períodos menores que um PERNOITE.
Em eventos profissionais é comum a prática do PERIODO para descanso entre atividades e entre os intervalos de desembarque e as participações nas atividades inerentes aos eventos.
DIÁRIA?
As métricas de diária hoteleira no brasil existem por um erro de tradução do que seria o período de uma noite (e não de um dia) mas, nos primórdios do hotel Faroux no Rio de Janeiro, a tradução de “Rendimento Médio Diário”, foi introduzido erroneamente para designar o período de estadia no hotel, enquanto os passageiros jogavam no cassino ou esperavam o navio ou o documento de imigração.
O erro persistiu e gerou essa monstruosidade de se referir a um serviço eminentemente noturno, como “diária” ficando referido com o sentido contrário.
Segundo Aristoteles, “uma estupidez pode tornar-se uma verdade se for praticada através dos tempos, seja por crença ou por falta de saber”.
Sugestão:
Alterar a lei, retirando a referência (todas as referências) à Diária” e introduzir os termos “Pernoite” e “Período”.
Descrever as condições para a aplicação de cada um com base na lei de liberdade econômica e não na teoria da “lei de seguranca nacional”, que considerava a atividade de hospedar como perigosa para a soberania nacional.
Com isso, corrigiríamos a burrice causada pelo analfabetismo arcaico de 200 anos atrás e eliminaríamos a polemica sobre essa celeuma de “24 horas”, que cheira esperteza de quem pede.
Contextualizando:
Aristoteles
Foi um filósofo grego antigo, considerado um dos maiores pensadores da história, nascido a mais de 2.400 anos, ele foi discípulo de Platão e tornou-se tutor de Alexandre, o Grande. A vasta obra de Aristoteles abrange diversas áreas do conhecimento, como lógica, física, metafísica, ética, política, retórica e poesia. Ele é conhecido por sua abordagem sistemática e empírica do conhecimento, estabelecendo as bases para a ciência moderna.
Ele foi autor das frases:
“O homem fez deuses à sua imagem e semelhança”.
“A verdade não está com os homens e sim, entre os homens”
Hotel
O Hotel Pharoux foi o primeiro hotel de luxo do Brasil, inaugurado em 1836 no Largo do Paço, atual Praça XV, no Rio de Janeiro. Fundado pelo francês Louis Pharoux, o hotel oferecia a primeira cozinha internacional do Rio, e tinha localização estratégica, com um cais próprio para embarques e desembarques.

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