CONFERENCE OF PARTS – COP30 – de 10 a 21 de novembro DE 2025 – BELEM – PA – BR
Belem está preparado para realizar COP30?
Não. Mas…
De volta para o futuro
Os Jogos Pan-Americanos de 2007, a Copa FIFA de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016 serão a “escola” para a COP30 em Belem.
Num país em que tudo é “mais ou menos planejado”, “mais ou menos garantido”, “mais ou menos executado” e bemóis do que menos improvisado” e ainda enfrenta-se a desonestidade e a ganância como pano de fundo, o “jeitinho” sempre garantiu o sucesso ou o mascaramento do fracasso.
E quando deu certo? Alguns disseram que foi sorte.
PAN
É inegável o sucesso relativo dos jogos de 2007, quando o evento estava dentro do início do período de ouro do esporte brasileiro, que começou em 2004. Um salto na capacidade de ganhar medalhas em competições internacionais que se refletiu nos jogos olímpicos de todas as edições seguintes: Ainda em cima do trauma causado pela TV (com o “já ganhou”), pois, Daiane dos Santos passou raspando em 2004, 2008 marcou a ascensão de outros nomes que garantiram um varal de medalhas e 2012, 16, 20 e 24, colocaram o país em outro patamar em saúde (sucesso ou fracasso nos esportes, são indicadores de saúde) e as medalhas mostram o resultado dos investimentos na infância, influenciados pelos holofotes dos jogos que legaram alguns escombros e, mesmo assim, foram bem aproveitados pelos jogos seguintes.
Não foi só a “Vila do Pan”que ficou como legado.
FIFA
A Copa FIFA 2014 deu o que falar. Muita politicagem, muito bate-boca, muita fofoca e acabou com um legado insofismável, com um impacto no território só comparado com a invasão portuguesa de 22 de abril de 1500.
Deixou muitas estradas, pontes, viadutos, túneis, escolas e hospitais, que não seriam feitos nem com uma catástrofe tipo “2012 – o filme”. A copa exigiu pouco investimento e deu muito lucro, tanto aos cofres da FIFA, que levou quase 10% da arrecadação, quanto para o comércio, para as construtoras e para os governos que arrecadaram só em tributos sobre bebidas alcoólicas, uma vez e meia os 12 bilhões de reais investidos em estádios e arenas. Dinheiro estrangeiro entrando no caixa do governo federal “como nunca antes na história desse país” e o maior rendimento médio diário do turismo” da história, o maior número de turista de uma só vez e o maior valor de pernoite da hotelaria tupiniquim desde a inauguração do Cabildo de São Miguel Arcanjo das Missões jesuíticas no sul do continente.
Apesar dos 7 a 1 que, por motivos históricos tinha que ser na terra de Tiradentes, (a primeira vitima de traição feroz e exemplo de falta de nacionalismo e amor à pátria). Do mesmo jeito que ocorreu lá atrás, há mais de 200 anos, em 2014, 10 dos 11 jogavam na Europa, sendo 2 na Alemanha e falavam outras línguas tão bem quanto o português… 0 7×1 Foi trairagem…
A copa FIFA 2014 também criou um fenômeno farialaimico: produziu no Brasil, um milionário por dia nos 2 anos antes e até o gol do Mario Götze contra a Argentina no Maracanã no dia 13 de julho.
OLIMPIADA
Em 2016, os Jogos Olímpicos da Era Americana, deixaram um legado indelével na cidade onde se realizaram: Mobilidade com túneis metrôs, BRTs, VLT, Rio Maravilha e Museu do Amanhã, compensam as falácias, mesmo que algumas delas sejam verdades. Mas, o fato concreto é que o prefeito da época não “puxou cadeia” e foi muito votado depois disso.
Inventaram até uma fraude não provada que levou dois ou três famosos às grades.
“Mas, foi no improviso”. Onde estava o improviso?
COP30
A COP30 está sendo feita no improviso?
Está.
As obras estão atrasadas, os custos serão maiores que o orçado, os hotéis serão acusados de salgar no preço da dormida, os governos vão brigar, os deputados inventarão centenas de mentiras e algumas delegações não virão, por burrice, por guerras (um outro tipo de burrice) ou por discórdias, por falta de visão estratégica, por desrespeito, por negacionismo, ou até mesmo por falta de dinheiro. Mas, vai ter muita gente. Gente que hoje a cidade não sabe como vai hospedar, reunir, dar seguranca, pousar, atracar ou mover durante o evento. Depois, quando tudo tiver dado certo, colocar-se-á na conta do “jeitinho brasileiro” e da sorte. Nem uma linha para a competência da cadeia produtiva e de valor onde estarão os PCOs, os profissionais da hospitalidade e os funcionários públicos que passarão algumas noites sem dormir e perderão alguns quilos. À esses, nossa homenagem antecipada.
Essa equação de estar preparado para fazer não fecha, por causa do “jeitinho”, então, mântegamente falando, cria a necessidade que os protagonistas dão jeito de fazer, apesar das negativas, dúvidas e descrenças.
10Preparo?
Isso não é um atributo de Pindorama: em todos os acontecimentos que mudaram as realidades dos futuros dos mundos, quase ninguém estava preparado. Até agora, tem dado certo. Senão, não estaríamos aqui.

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