Vila Oliva – só a atitude pode mudar a história

Porque a aviação regional do RS estará morta?


Porque os governos vão tomar a atitudes erradas.


Da mesma forma que o governo da província paulistana errou entregando a eletricidade para uma empresa estatal italiana da qual se diz de tudo, desde o fato de namorar com a Cosa Nostra e se ajoelhar no púlpito do banco ambrosiano, até invadir terras indígenas da América do Norte e ajudar o mercenarismo na África. A Fraport pode vir a ser a ENEL dos aeroportos.


O que não fazer?

Não deixar de aprender com os portugueses.


Passar os aeroportos do interior para a Fraport é o mesmo erro cometido menos recentemente em Portugal, quando, em 2012, com dívidas acumuladas que equivaliam a quase 3 vezes a sua capacidade de produção (PIB), por exigência do FMI e da UE, o pais perdeu a soberania e passou a ser uma província financeira da Alemanha, mais tarde transformada em houseware pelos chineses e voto na ONU e na OTAN para os EUA.


Em 2012, a venda dos 9 aeroportos de Portugal para a operadora francesa VINCI, retirou a autoridade dos governantes locais sobre a malha aérea e Portugal passou a ser um território de mobilidade terrestre. Isso repercute pouco internamente devido às dimensões e à população do país, onde os extremos podem ser ligados à capital por trem ou carro em viagens de curta duração. Só para lembrar: o RS tem um território 3 vezes maior que Portugal.


A operadora aeroportuária, braço de serviços da gigante da construção civil francesa, para maximizar suas receitas, concentrou todos os voos em Lisboa e destruiu a mobilidade aérea de um país que tem apenas três grandes centros: Lisboa, Porto e Faro. 


Em Paris, durante um evento cultural, esse escriba ouviu de uma autoridade representativa do turismo, que “Portugal não deveria ter ‘vendido’ seus aeroportos e sim, concedido suas operações por prazo determinado e com possibilidade de correção caso algo saísse do script“, ao que um economista do banco central europeu reagiu dizendo que o país tinha perdido a autonomia por ter administrado os recursos dos investimentos do bloco, de forma temerária. 


Lá, como cá

Caso seja isso mesmo, o governo da província de São Pedro não deveria administrar os aportes federais de maneira temerária, como está se vendo. 


Em 2026 as máquinas devem começar a cortar a terra do planalto na região dos Campos de Cima da Serra para preparar uma pista de pouso de 2.500 metros de comprimento e 45 de largura, para ser usada como back-up da pista do campo de aviação do bairro São João de Porto Alegre. 


A proposta-projeção que já tem mais de 50 anos, sempre foi boicotada pelas forças vivas da capital do estado, nas figuras dos políticos e dos barnabés, com receio de perder receitas e relevância, na forma de impostos e movimento de viagens corporativas de ida-e-volta. 


Elefantes Brancos

Com a chegada dos recursos fartos e capturáveis, que deverá levar algumas figurinhas carimbadas para as jaulas confortáveis do andar de cima da casas de correição, pode ser que o boicote seja destravado e a pista seja construída. Pode ser. Mesmo assim, haverá uma próxima tentativa de desmontar o sistema, com a entrega da operação da pista para o estamento neocolonialista representado pelas empresas estatais européias (como o são a ENEL e a FRAPORT) e em seguida eles desmobilizarão a operação, transformando as pistas de Canela, Torres e Vila Oliva, uma instalação de mais de meio bilhão de reais, em escombros abandonados, ou, como se diz no jargão popular, “elefantes brancos”.


Caso haja a necessidade insuperável de cunho pragmático, ideológico ou de natureza propinogênica de fazer a concessão para a iniciativa privada, que se diversifique, pois, empresas capazes existem e outras estão surgindo dentro do território da própria província.


Sinais de fumaça 

Para se ter uma idéia dos sinais de boicote, observe o “esquecimento” da imprensa e o sumiço das pautas de governos, a que foi relegado o assunto sobre os aeroportos alternativos depois do “oba-oba” do pós-tragédia de 2024. 


A pergunta que não quer calar:

Por onde andarão as conversas sobre voos de ATR vindos de Congonhas para Canela e cadê os voos fretados vindos da Argentina pousando em Torres em aeronaves com até 165 passageiros?


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