Para que servirá o Aeroporto de Vila Oliva?
Alternativa de Porto Alegre
Principalmente por causa das emergências climáticas
HUB
Independente da principal finalidade, que seria socorrer Porto Alegre se ocorrer qualquer emergencia, este equipamento vai criar um centro irradiador de negócios que poderá transformar de forma radical a serra gaúcha. Ao explicitar isso em uma das cidades da serra, uma repórter foi incisiva:
- mas, a serra gaúcha já é a região mais desenvolvida do estado e… Isso vai exacerbar essa diferença em relação às demais regiões?
- Vai.
VILA OLIVA
Distâncias de: | Km | Tempo |
Canela | 55 | 40 minutos |
Gramado | 61 | 55 minutos |
Porto Alegre | 150 | 2 horas |
Arroio do Sal | 150 | 2 horas |
São Paulo | 790 | 90 minutos |
FUTURO
O que ocorrerá em 20 anos vai fazer com que a nova economia se concentre no corredor que irá da cidade até o aeroporto, pois a indústria de maior valor agregado cria produtos de pouco peso e volume, viajando pelo ar. Antes de lembrar que cada charutinho de 737-400 pode levar até 25 toneladas de carga útil voando a mais de 800 km/hora.
Em um raio de 3 km ao redor de Vila Oliva surgirão grandes armazéns logísticos, fábricas, hotéis, revendas de automóveis, atacadistas e uma infinidade de serviços que demandarão muita atitude do poder público e criará uma nova comunidade, rica, globalizada, com dinâmica própria e vai desequilibrar o gráfico do PIB.
História não havida
Um sonho de 70 anos vai se transformar em realidade muito tempo depois que a empresa aérea semi-estatal cogitou mudar de lugar o campo de aviação que ela operava na cidade. Desde 1956 existia a ideia vinda de fora, de se “construir uma pista que levasse mais carga e mais gente para lugares mais distantes em menos tempo”.
História havida
Nesse instante, em nossos eventos, pela atitude de alguns visionários, se discute como aproveitar a oportunidade e criar uma nova realidade para suas empresas, sem esquecer a tecnologia, os novos hábitos como o consumo consciente, as compras on-line, a priorização da saúde, diminuição da população, o aumento da faixa etária ativa e a ciência que continuará seu processo de substituição do trabalho humano.
Ao mesmo tempo, em algumas ocasiões ouvimos políticos já se movimentando para descobrir qual político será homenageado com nome na magnífica e portentosa obra aeroviária e da moderna rodovia de acesso.
As cidades mais aquinhoadas por esse boom de novos negócios, serão as da região metropolitana da serra gaúcha e da região que se aglomera ao longo da RS 235 – uma estrada estadual transversal que liga a rodovia federal BR116 com a rodovia estadual longitudinal RS 020 – circuito conhecida nos meios do turismo como Região das Hortênsias.
Atenção no foco principal:
Aos protagonistas locais se pede que coloquem suas atenções e fichas na pista e não apenas na estrada. Mesmo que a estrada vá mudar um eixo tricentenário da economia e da história do estado.
Porquê?
Porque será pela pista que virá a solução para o problema mais premente.
Tudo o mais, como estrada, atividade econômica e mobilidade, será efeito colateral benigno.
Mesmo assim…
É excitante saber que, será possível em 3 anos, a viagem entre a recepção do Hotel Villa Bella e o balcão de despacho de bagagem da LATAM, ser reduzida de 4 para 1,5 horas.
Passagens e Destino
Uma das mudanças que serão percebidas quando e se a estrada se concretizar:
Canela, que atualmente é o fim do percurso para muitos que chegam do centro do país fazendo turismo, será a passagem de um grande contingente. Isso pode mudar o valor e a importância estratégica de algumas variáveis, como a logística, a localização, os atrativos de pequena duração, a gastronomia e o comércio, que poderão mudar de lugar para “negociar com a estrada”.
Gramado por sua vez, deixa de ser passagem e se consolidará como o destino. Essa percepção mudará pouco a vida dos turistas e interferirá muito no cotidiano da cidade. O sucesso ou o fracasso dessa transformação dependerá das atitudes dos seus líderes.
O Meio Ambiente:
A pista de Vila Oliva não agride a natureza, por estar em uma geografia de planalto coberto de arbustivas e terras agrícolas. A estrada de acesso ao centro urbano de Caxias do Sul também não impacta na natureza por já existir e o grande impacto poderá ser sentido na estrada de acesso à Região das Hortênsias, o qual, se fosse escolhido como o menor caminho, provocaria um desastre ambiental descomunal e uma sangria financeira insuportável, mesmo com verba federal.
Solução econômica
O traçado determinado é o mais barato, mais fácil de ser executado e agride menos a natureza, produzido menos condições propícias a futuros acidentes.
Perigo!
Por enquanto, pelo menos até que uma intervenção política o redesenhe, o que não é desejado, pois, atrasaria ainda mais a construção, esse trajeto sacrifica 15 minutos de deslocamento ente Gramado e a pista, economizando mais de 50 milhões de dólares dos cofres públicos.
Contra?
Mesmo assim, ouvimos de um pseudo empreendedor da área de logística, que essa pista vai prejudicar seu negócio na capital e ele torce para que haja algum problema grave que atrapalhe o andamento da obra e promete até mesmo apelar para os defensores do Meio Ambiente, financiando-os para peitar a ação do governo, atrasando a obra em pelo menos 10 anos, que, segundo ele, é o tempo de amortização do seu investimento e a geração de “algum lucro” (5 vezes o capital investido). (O dia, o local, os registros e o nome, serão preservados, porém, não esquecidos ou deletados).
Para ele, se ele ouvisse sugestões, ficaria o conselho para adquirir espaço naquele entorno e pensar em um negócio de futuro para instalar dentro da espiral a ser criada.
Repisando:
Precisa vir a pista antes da chuva, senão, na primeira tempestade, vamos ter que ir a Florianópolis de novo.
O tamanho da afetação da vida do estado com as mudanças climáticas não são visíveis apenas na colheita do arroz ou na interdição da pista do campo de São João, ela afeta a qualidade de vida de forma definitiva: o PIB do estado encolheu mais do já vinha encolhendo ao longo dos últimos 50 anos e a população da capital, que já havia diminuído 6% entre sensos 2010/2022, perdeu outros 30 mil com a enchente de 2024. Não foram mortes, foi fuga. Porto-alegrenses mudaram-se para a Serra e para a Costa Leste em proporções dignas de diásporas em tempos de guerra.
A pista de Vila Oliva é solução em todos os olhares.

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