Vila Oliva saindo do papel em 2026

O projeto do Aeroporto Regional da Serra Gaúcha deu um importante passo no início do mês de julho: a assinatura do contrato para o início da primeira etapa das obras.


Vila Oliva será a alternativa viável e próxima para o Aeroporto Salgado Filho de Porto Alegre.


Nesta primeira fase, serão executadas a implantação da pista de pouso e decolagem, pistas de taxiamento, pátio de aeronaves, sistema de drenagem, cercamento operacional e demais estruturas iniciais do chamado “lado ar” do aeroporto.


Com o contrato assinado, o próximo passo será a emissão da ordem de serviço, mobilização das equipes e o início efetivo das obras no canteiro.


Alternativa

Mesmo que os políticos e algumas lideranças apregoem que esse aeroporto terá como finalidade atender o trafego aéreo gerado pro Caxias e redondezas, em termos econômicos o tamanho da Região Metropolitana da Serra Gaucha (denominação do IBGE), sozinha e por si só, não cria a viabilidade econômica, necessária para uma operação saudável. 


Justificativa antiga:

Mesmo não sendo menos importante, Vila Oliva vai dar segurança econômica para o Estado, quando concluído, o novo aeroporto deverá beneficiar diretamente municípios como Caxias do Sul, Bento Gonçalves, Farroupilha, Garibaldi, Gramado e Canela, oferecendo uma alternativa mais moderna para a aviação regional e contribuindo para o desenvolvimento econômico e turístico da Serra Gaúcha


FRPORT

A estatal alemã tem demonstrado discreta e sutilmente seu desagrado com a implantação da pista localizada a 800 metros do nível do mar no início das planícies dos campos de cima da serra. Para ela, FRAPORT, por não ter compromisso com a economia do estado ou do país, sendo apenas uma empresa estatal alemã concessionária de serviços públicos no terceiro mundo, sem raiz ou tradição, a alternativa pode se tornar concorrência e por isso bombardeará sua execução, mesmo que à socalca e à sorrelfa, tentando atrasar ao máximo a obra. Caso a concessionária tivesse algum compromisso com o país e o estado, poderia leitura ela mesma operar o terminal e no futuro usar esse binário como diferencial competitivo.


Neblina

O primeiro mito a ser ultrapassado é o de que a serra gaúcha tem neblina. Ora! Neblina tem em Porto Alegre, no Santos Dumont, no Galeão, em Congonhas e Guarulhos, mas, os que usam a neblina para atrasar o cafezinho durante a discussão, estão distribuindo duas fake news: 


  1. A pista não será “na serra” e sim “no planalto” caxiense, que a conecta à longínqua São Francisco de Paula e aos extensos Campos de Cima da Serra. 
  2. Nunca deve “ter escutado apesar de ter ouvido falar”, em instrumentos de auxilio ao pouso e à decolagem, os quais reduzem drasticamente o problema da visibilidade, principalmente nas aproximações de todos os modelos e tamanhos de aeronaves.


Preço da Obra

A primeira controvérsia é o preço da obra e de onde virá o dinheiro para ela se tornar realidade. O Governo Federal aportou valores que podrão garantir a construção da pista e algumas áreas fundamentais, porem, o custo da obra completa é muito maior do que os recursos disponíveis e, como já é rotina nos serviços públicos de todos os níveis, os orçamentos são fictícios e obra custará um valor muito maior, seja por imprevidência orçamentárias seja pela variação dos indicadores..


Contrapartida

Caso a municipalidade tenha a intenção de ter algum protagonismo neste marco temporal fundamental para a economia do futuro imediato e além, ela precisará de aportar contrapartidas substanciais, as quais, pelos estudos do IN-PACT, chegarão ao redor de 60 milhões de dólares e estes recursos estão disponíveis em nossos canais de pesquisa.


El Niño

Acelerar é preciso. As previsões mais realistas colocaram os efeitos do El Niño mais intensos no ano de 2029. No entanto, as previsões foram atropeladas pelos fatos e as variações de temperatura ocorrera antes e estarão transformando o fenômeno em algo recorrente, potencializando desastres em áreas baixas (a pista de Porto Alegre flutua em 6 metros acima do nível do mar). Desta forma, não bastará fazer um cordão de diques em volta do aeroporto da capital: será preciso instalar um conjunto potente de bombas e, como solução definitiva, suspender a pista para o dobro desta cota, o que terá um custo estratosférico.


Vila Oliva será a resposta dos que descobriram já não sem tempo, que o mundo não navega nem transita e sim, voa.

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