O Turismo e os lugares que ainda não existem

…Ainda…


São os melhores lugares para se investir no futuro.


Para fazer qualquer coisa, desde horta, criação de galináceos, avestruz, faisão, padaria, hotel… hotel?


Imagine

  • Uma cidade onde o vento batia violentamente por 12 meses por ano e nada se fazia ali por causa disso. De repente, cataventos para geração de energia transformam os morros pelados e pedregosos em usinas de geração de energia.
  • Uma terra arrasada, sem água e com o que sobrou da caatinga e o sol inclemente castiga das 7 as 18, pino a pino e chove apenas 52 dias por ano. De repente surge um espelho gigante voltado para o sol e esse reflexo será a luz solar se transformando em energia elétrica.


Silenciosos, elegantes e sem ocupar espaços, com criação de animais e plantações de alimentos convivendo como se tivessem nascidos uns para os outros. 


Cadê o elétron que estava aqui?

(Não! O gato não comeu!)

Há 20 anos não existia a vertente da energia que foi explicitada como um dos desafios do evento Megatrends 21. A energia precisaria vir de algum lugar, desde que não fosse de origem fóssil, pois, ali, naquela posição do calendário, já se sabia que o petróleo era raro, caro, agressor, finito e poluente. Restavam as fontes hídricas (que são preciosas para a produção de alimentos), a geotérmica (nem todos têm acesso a ela), a nuclear (cara, perigosa e geopoliticamente sensível), a Eólica e a Solar.


O mesmo húngaro prêmio Nobel de medicina Georg von Békésy, que achava ser o turismo uma questão de saúde, teorizou que “energia, cai do céu, é gratuita e fácil de colher, só falta vontade política e descobrir um jeito de revendê-la”. Ele dizia isso por ter conhecimento que a energia éolica era usada desde o início do império mongol para retirar água do chão antes dos anos 1.000 e a energia solar fotovoltáica era usada desde o começo da década de 30 do século 20.


Alerta:

Só depois da virada do milênio, com os alertas ambientais, a indústria voltou os olhos para cima e acelerou a industrialização de equipamentos para colher energia do vento e do sol. Em pouco mais de 20 anos, essa é a maior indústria do mundo e o segundo maior gerador de negócios, depois da logística.


Enquanto o mundo se mata nas guerras por causa de energia de origem fóssil, conseguir eletricidade para tocar um mundo pós-petróleo é o desafio número 1 do século 21. E como esses desafios atraem uma multidão de outros negócios, onde estiver o paliteiro de geradores eólicos ou a fazenda de placas solares, haverá muitas oportunidades esperando alguém chegar para exercer outra atividades complementares, também com bons índices de geração de riqueza.


Onde e quando?

Para saber se o lugar vai decolar ou não, basta ler. Para saber quando investir, basta criar uma linha do tempo que leve em contra 5 variáveis para sincronizar o tempo do projeto, da infraestrutura e da operação. As chances são maiores para quem sincronizar os relógios e chegar junto.


Se uma cidade vai surgir em 5 anos, se uma plantação de cataventos vai dar a luz em 4 e se uma planta solar vai ser instalada em 3, esses são os tempos para ajustar os relógios. Só para contextualizar, uma obra de construção civil avança 10 metros quadrados por dia.


Fóssil?

Ainda está muito longe o fim dos restos de dinossauros enterrados a 60 milhões de anos e não se pode esquecer que, onde se insinuar um novo poço cada dia mais fundo ou mais longe da costa. Mas, o petróleo restante não será usado para queimar e sim para sintetizar: ele estará destinado a alimentar a indústria química e a medicina. A fonte da borracha está retornando para a origem vegetal, o asfalto está dando lugar a bases de cimento e o plástico será verde, com a vantagem de serem todos eles menos agressores ao meio-ambiente e, em alguns casos, biodegradáveis.


Gente

As máquinas desde as simples como as plantadoras, aa colheitadeiras e as ordenhadeiras, passando pelos drones e chegando aos robôs maquinóides e humanoides, indo até os algoritmos da burocracia, sempre precisarão de gente em algum lugar dessa cadeia, seja consertando, programando e administrando, a logística vai continuar exigindo gente no controle e na operação das mesmas, pelo menos por enquanto. Preparar as pessoas para essas novas funções, como programadores, analistas de dados, técnicos de prompt, controladores de painel de monitoramento e controladores de vôo de objetos não tripulados, pode ser uma grande vertente de geração de negócios, riqueza e prestígio.


Tempo-livre

Com tanta máquina assumindo as funções dos BNEPOs e como eles não param de reproduzir, cada dia haverá mais gente, trabalhando menos e viajando mais, exigindo atividades em coisas com o que se ocupar. Na opinião de Domenico de Masi, “viajar será tão importante quanto a alimentação para a saúde humana”, por isso, fazer turismo será uma variável dos tratamentos de saúde.


Culto ao corpo

A busca de corpos artificialmente embelezados está produzindo fortunas, o que justifica que existem mais farmácias que restaurantes mundo afora e mais academias que hotéis quando  globalmente observado.


Harmonização facial, emagrecedores hipodérmicos, dermatofetiches, modificadores de silhueta corporal e alimentos inclusivos, são geradores de oportunidades de negócios, não sendo preciso que o empreendedor seja médico, dentista, nutricionista fisioterapeuta, tatuador ou esteticista, basta que ele tenha o tino de contratar as pessoas certas e comprar os robôs certos.


Essas constatações mostram que vender “saúde” e “saber”, são as outras duas vertentes de negócios que vão gerar o grosso da economia.


Tendências – um corte para saber como vai ser o mundo:

No estudo Trends, Chalenges and Solutions, realizado em 1970 em Acapulco, descobriu-se que haviam 3 tendências expressas em 3 palavras:

  1. Longevidade, 
  2. Conhecimento 
  3. Lixo


Que geraram 3 desafios: 

  1. Tempo Livre
  2. Energia
  3. Saúde 


E fizeram surgir 4 Solutions:

  1. Tecnologia 
  2. Turismo
  3. Sol
  4. Reciclagem


Destas 3 tendências que geraram 3 desafios e que permitiram se buscar 4 soluções, saíram as teorias de Saúde sem remédios, Lixo sem sem resíduos sólidos e Energia sem agressão ao planeta.


Laissez faire, laissez passer

Os humanos viverão cada vez mais dias, com mais qualidade de vida nesses dias a mais, sem precisar produzir esforços e por isso precisarão cuidar muito da saúde e gastar seus tempos se divertindo, viajando e descobrindo. Como a tecnologia criou um big brother planetário, quando todos estão observado todos ao mesmo tempo ao vivo e a cores, cuidados com a imagem passou a ser muito valorizado.


Quem conseguir industrializar aquelas soluções, criará as maiores fortunas.


Horizonte:

A indústria de tecnologia já conseguiu chegar lá em um quarto do tempo, a indústria farmacêutica também, a indústria de transportes de todos os modais já chegaram a um nível fantástico de geração de soluções. 


Na parte dos grandes vôos, aviões voando a mais de mil km por hora, levando mais de 4 centenas de humanos e muitas toneladas de coisas, em trajetos de mais de 15 mil km de distância sem escalas. 


Na parte dos voos curtos e de pouco peso, drones leves e ágeis substituiram helicópteros caros e pesados e os trens deslizam por “camas magnéticas” em velocidades acima de 500 km por hora. Isso sinaliza que o mundo precisa construir “pistas de pouso” nos campos floridos e “docas de pouso” nos centros urbanos. O mundo voa e descida em alta velocidade para os padrões de simples passos de pernas relativamente curtas e rodas relativamente lentas.


Ao lado e em volta destes novos pontos de transbordo, surgirão os novos negócios ou os novos jeitos de atender demandas antigas, como deslocamento, polido e alimentos: será um novo nicho para dar chances para a hospitalidade.


Além do horizonte

Ha pouco menos de 70 anos, a cidade de Orlando na Flórida norte-americana era uma cidade insípida e inodora, com um grande brejo e poucas fábricas. Um visionário do norte que investia na costa do pacífico, em busca de terras baratas para plantar um sonho, achou o lugar ideal onde Ninguém quis se aventurar e plantou. Um sonho em forma de geradores de emoções que atrai sozinho, mais gente que as 14 maravilhas do mundo. O entretenimento como gastador de tempo livre, gera mais dinheiro e trabalho, que todas as lavouras da terra.


Ainda estão engatinhando como soluções, as atividades características do turismo – ACT – como fazer gastronomia, hotelaria e entretenimento que caminham para conquistar valor. 


Tambem roda em câmera lenta, a indústria de aproveitamento dos resíduos, de onde podem ser extraídos centenas de produtos energéticos e materiais sem precisar investimentos em geração de energia ou mineração. Antes, a mineração significava desmanchar montanhas de pedras, no futuro, também será chamado de mineração os atos de desmanchar montanhas de lixo. 


BNEPO = Bípede Não-Emplumado com Polegar Opositor – definição do ser humano para o filósofo grego Platão. 

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