Escala 6×1: Saindo da Idade do Bronze

Antes do foguetório, não dá para esquecer que a proposta de emenda constitucional passou na câmara dos deputados mas, ainda não passou no senado federal… E não vai passar!


Pelo menos não passará batida como foi na outra torre. Ou não passará esse ano, para ser usada como trunfo eleitoral: o governo vai usar o coitadinho para dizer olha como eles sao ruins e não gosta de quem trabalha”e eles vão dizer para os eleitores: olha bem que é que manda”.


E isso pode ser visto nas coisas que nunca aconteciam antes: o senado é de oposição e não vai “vender caro” a aprovação do projeto. Simplesmente não “vai vender”, do mesmo jeito que “não vendeu” a aprovação do Jorge Messias para o STF e da mesma forma que não vendeu mais de uma centena de propostas do Executivo – boas ou mas propostas – só para marcar posição e deixar claro que o senado é de oposição… e é quem manda, ao fim e ao cabo.


A História do 6×1

Há mais de 5 mil anos, um líder tribal resolveu criar um código trabalhista para seus “desprovidos de propriedade”. Criou um calendário que contava cada “por do sol” e o dividiu em períodos de “tempo de azedar o leite da ovelha” e naquele dia, o desprovido descansaria e trazia para o senhor tribal a sua contribuição para alimentar e vestir os guardas que cuidavam deles contra os invasores, ladões e bichos selvagens que comiam as crianças.


A cada seis dias, o sétimo era a folga.


E na folga o sujeito pagava o tributo para o chefe e rezava para o deus da moda.


A cada solstício do tempo frio, o senhor da tribo premiava aqueles bons escravos com uma ovelha: era uma especie de programa de participação nos resultados, um incentivo, para ele sonhar em deixar a condição de escravo.


Como estes trabalhadores não tinham terra, o senhor da tribo os deixava alimentar sua ovelha na sua pastagem, em troca de ele dar para a tribo um filhote da ovelha para alimento e um filho para ser guerreiro (guarda ou vigia, como se dizia antes de se denominar “soldado”)trabalhador do senhor.


Consolidação:

Estava criada uma série de comportamentos que alguns insistem em ser os últimos a sair dele:

  • O aluguel
  • A escravidão 
  • A escala 6×1


Aluguel?

Como o “sem terra” não tinha onde colocar sua ovelha, como não havia moeda, pagava o aluguel com crias.


Escravo:

Naquele tempo só haviam senhores e escravos: senhores que controlavam a produção e contava como suas as terras que pudesse tomar de alguém e escravos que tivesse que fazer alguma tarefa para algum senhor em troca de sobreviver. Trazendo para os dias de hoje mudou pouco, os senhores continuam tomando e os trabalhadores continuam entregando.


Como as máquinas passaram a fazer o trabalho pesado, primeiramente os senhores tentaram se livrar dos escravos, mas, eles continuaram a ser necessários para operar as máquinas. Porém, cada dia as máquinas foram ficando mais eficientes, ao ponto de se poder dispensar cada vez mais os humanos. Assim, eles foram removidos da produção para servir na casa-grande, uma evolução. Então, pela mecanização e pela automação, os escravos podem ficar mais tempo atoa, desde que não deixem de ser escravos… ah… isso não.


Então, mudar a escala é uma evolução no modelo, mas, não muda o modus operandi e nem interfere na produção, mas, interfere na servidão. 


O modelo vai evoluir para que algumas máquinas também substituam a servidão, aí sim, a escala poderá ser ainda mais reduzida e os escravos serão finalmente, descartáveis. Descartáveis, não, libertos.


Algo precisa mudar e quem enxerga poucos palmos diante do nariz, acha ruim e fica incomodado, mas, calma que isso passa.

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